sexta-feira, 26 de julho de 2019

PASSAGEM NO DESERTO


Jó 23.8 Eis que vou adiante, mas não está ali; volto para trás, e não o percebo;
Jó 23.9 procuro-o à esquerda, onde ele opera, mas não o vejo; viro-me para a direita, e não o diviso.
Não é assim que você chora? Você almeja ouvir a Deus e tudo o que consegue é ouvir apenas um grande silêncio! Você ora, e sua oração não passa do teto. Completamente frustrado, você se lembra de quando, em completa frustração, apenas bal­buciava o nome de Deus, e sua presença imediatamente se mani­festava. Mas, agora, no deserto você grita: "Deus! Onde estás?" E, como Jó, olha para todos os lados procurando Deus e não o percebe. Você nem enxerga o que Deus tem feito a seu favor.

Bem-vindo ao deserto! Fique sabendo, no entanto, que você não está sozinho, mas em boa companhia.
Você anda por onde andou Moisés... o mesmo Moisés criado como príncipe no palácio de Faraó. O Moisés que tinha uma visão de libertação do seu povo da escravidão do Egipto. Aquele Moisés que pastoreou umas poucas ovelhas num canto isolado do deserto durante quarenta anos.
Você tem a companhia de José... José, o preferido do papai... José, com sonhos de liderança e conquistas. José, ainda jovem, jogado numa cisterna e depois vendido como escravo por seus irmãos. José, apodrecendo na prisão de Faraó...
Você está sentado ao lado de Jó... o homem maior de todos os do Oriente Jó, que perdeu tudo: bens, filhos, saúde e o apoio da esposa. Contudo, o mais importante é que você estará acompa­nhado do Filho de Deus, Jesus, que depois de receber do Pai o testemunho de que era seu Filho, após receber o Espírito San­to, foi para o deserto enfrentar as forças das trevas.

A lista de viajantes do deserto é extensa, pois o deserto é o lugar por onde passa todo filho de Deus. Gostaríamos de procuramos um atalho ou desvio, mas eles não exis­tem. A rota da terra prometida passa  pelo de­serto, e a terra não poderá ser conquistada se não o atravessar­mos. Se quisermos entrar na terra prometida, precisamos passar pelo deserto..
O deserto tem o seu lado bom
1Co 10.11 Ora, tudo isto lhes acontecia como exemplo, e foi escrito para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.
Especialmente para aqueles que obedecem a Deus! Há um propósito com o deserto: treinar-nos e preparar-nos para um novo mover do Espírito Santo. Se essa verdade não estiver impregnada em nós, ao entrarmos no deserto, poderemos nos comportar indevidamente. Sem perceber, as pessoas começam a fazer coisas erradas. O resultado é que você passará a enfrentar dificulda­des, frustrações e derrotas, a menos que entenda que foi Deus quem o levou ao deserto e que ele é quem está cuidando de você. Foi isto o que aconteceu com o povo de Israel. Por não entenderem a razão de serem levados para o deserto, toda uma geração morreu antes de entrar na terra prometida. Deus queria prová-los, prepará-los e treiná-los no deserto, mas o povo não entendeu dessa maneira, achando que Deus os estava punindo. Por isso o povo murmurou, reclamou e pecou.
O Deserto Não é Lugar de Punição e de Reprovação
Lc 4.1 Jesus, pois, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão; e era levado pelo Espírito no deserto.
Aqueles que sabem que para entrar na terra prometida precisam atravessar o deserto, enfrentar as dificuldades com alegria, sabendo que, mais além desse lugar seco e infertil, a "terra prometi­da" os aguarda. Essa visão da glória futura os capacita a terminar a jornada, dá-lhes coragem para enfrentar os obstáculos, a fim de serem "perfeitos e íntegros, em nada deficientes".
Deus está preparando vasos úteis para seu serviço, aptos a receberem o novo mover do Espírito Santo.
Tomemos como exemplo a nosso Senhor Jesus, que enfrentou com sucesso os dias de seu treinamento no deserto.
Só esse fato deveria lembrar-nos que a razão de sermos levados para o deserto não é porque fomos desaprova­dos ou porque estamos sendo punidos por Deus. Jesus foi apro­vado por Deus e levado ao deserto. Deus não trouxe você para o deserto deixando-o sozinho e tornando-o alvo fácil para a ação de Satanás.
O Senhor não pára de agir em nossa vida
Ele nos conduz pelo deserto, e sem ele nunca chegaríamos ao outro lado! Além do mais, o deserto não é um lugar onde somos deixados, "como numa prateleira", até que ele volte a nos usar. Não é assim que Deus age connosco. Ao contrário, o deserto é um período de tempo no qual ele age em nós constantemente. Você conhece a expressão "não se vê a floresta através das árvores"? Da mesma forma se dá com o deserto: é difícil ver a mão de Deus agir em nós quando estamos nele.

O de­serto não é lugar de derrota

2Co 2.14 Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo, e por meio de nós difunde em todo lugar o cheiro do seu conhecimento;
Pelo menos para aqueles que obedecem a Deus! Jesus, fraco e faminto, sem ninguém a quem recorrer e sem ninguém que o encorajasse; sem nenhum con­forto ou manifestação sobrenatural, durante quarenta dias, foi atacado pelo Diabo no deserto. Jesus derrotou o Diabo usando a Palavra de Deus.
O deserto não é o lugar de onde os filhos de Deus saem derrotados; é lugar de vitória. 

O melhor lugar para aperfeiçoar o carácter
Hb 13.5 Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes; porque ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei.
Existem pessoas que se culpam ao chegar ao deserto, achando que Deus as desprezou ou que não está satisfeito com elas. Ainda não compreenderam o sentido ou propósito do deserto na vida delas.
Na Bíblia e em toda a história, homens e mulheres passaram pelo deserto como forma de serem capacitados por Deus, para cumprir o seu propósito. Portanto, o deserto não significa rejeição, mas preparo divino.
Quando você aceitou o Senhor Jesus, e Ele o encheu do seu Espírito, a presença de Deus era maravilhosa e real. Você apenas sussurrava o seu nome e Ele se manifestava. Semelhante a uma criança recém-nascida, você recebia dele toda atenção.
O nível de assistência e cuidado que um bebé recebe tem de ser mudado à medida que ele cresce. Isso o encoraja a crescer e a amadurecer.
O Pão Nosso de Cada Dia
Fp 4.11 Não digo isto por causa de necessidade, porque já aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre.
Fp 4.12 Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade.
Fp 4.13 Posso todas as coisas naquele que me fortalece.
No deserto, você recebe o "pão de cada dia", e não a
"abundância de riquezas". É um tempo em que nada lhe falta  para o suprimento físico e material, mas você não ganha tudo o que quer. Deus sabe do que você precisa para o suprimento espiritual, e nem sempre ele dá o que você acha que precisa!
Achamos que o que queremos é uma "necessidade", quando a realidade é bem outra!

Paulo aprendeu que, na força de Cristo, poderia viver ale­gre na pobreza e na abundância. Os que vivem na fartura sentem-se mais infelizes do que aqueles que sofrem necessidades diárias.
O bem que possuíam não era sinal de san­tidade! Somente duas pessoas, dentre as milhares que saíram do Egipto com idade acima de 20 anos, tinham o carácter neces­sário para entrar na terra prometida. Josué e Calebe entraram na terra porque tinham "espírito diferente". Seguiam a Deus de verdade (Nm 14:24)! Erramos em nossos sistemas de valores quando julgamos as pessoas pelas riquezas e posses, e não por aquilo que são.
O deserto é um lugar de secura
Dt 8.12 para não suceder que, depois de teres comido e estares farto, depois de teres edificado boas casas e estares morando nelas,
Dt 8.13 depois de se multiplicarem as tuas manadas e es teus rebanhos, a tua prata e o teu ouro, sim, depois de se multiplicar tudo quanto tens,
Dt 8.14 se exalte e teu coração e te esqueças do Senhor teu Deus, que te tirou da terra o Egito, da casa da servidão;
Dt 8.15 que te conduziu por aquele grande e terrível deserto de serpentes abrasadoras e de escorpiões, e de terra árida em que não havia água, e onde te fez sair água da rocha pederneira;
Dt 8.16 que no deserto te alimentou com o maná, que teus pais não conheciam; a fim de te humilhar e te provar, para nos teus últimos dias te fazer bem;
Dt 8.17 e digas no teu coração: A minha força, e a fortaleza da minha mão me adquiriram estas riquezas.
Dt 8.18 Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, porque ele é o que te dá força para adquirires riquezas; a fim de confirmar o seu pacto, que jurou a teus pais, como hoje se vê.
Pode ser secura espiri­tual, financeira, social ou física.Ele supre nossas necessidades, porém não nos dá aquilo que dese­jamos. Afinal, o objectivo do deserto é o nosso aperfeiçoamen­to. Nosso alvo deve ser conhecer melhor o Senhor, e não ape­nas viver em busca de suas provisões. Assim, quando tivermos em abundância, reconheceremos que foi o Senhor quem nos deu. Ele nos concede abundância de sua graça, para confirmar a sua aliança

TEMPO DE PROVAÇÕES
Dt 8.2 E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus tem te conduzido durante estes quarenta anos no deserto, a fim de te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração.
Sem nos dar conta, busca­mos a Jesus por motivos errados.
Sem querer, o usamos como a "lâmpada de Aladim".
Nós o reduzimos a uma fonte de suprimentos para os momentos de crise. Vários dias se passaram e você já está cansa­do, com sede, faminto e enfrentando um calor insuportável. Ainda nem chegou aos limites da terra "prometida"; ao contrá­rio, anda errante pelo deserto em meio a serpentes e escorpiões. Você acha que Deus o tiraria poderosa­mente do Egipto para deixar você errante, confuso, sedento, do­ente, faminto e sujeito a morrer no escaldante deserto?

Que propósito Deus tinha em mente?
Dt 8.3 Sim, ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que nem tu nem teus pais conhecíeis; para te dar a entender que o homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor, disso vive o homem.
Assim como o Senhor conduziu o povo de Israel, do Egito para o deserto, da mesma forma ele o guia. Foi Deus quem o conduziu, e não o Diabo. E existe um propósito para este tempo de secura. Deus quer humilhá-lo e prová-lo para ver se seu cora­ção é perfeito diante dele. Ele quer nos conhecer melhor.
Durante quarenta anos, viam todos os dias o mesmo cenário, areia, pedras, cac­tos, terra seca. Nenhuma palmeira, ribeiros de águas transpa­rentes, florestas, árvores, lagos adornados de pinheiros e flo­res... apenas deserto!
O que Deus fez? Deixou-os famintos de tudo o que pu­desse satisfazer os desejos da carne, e jamais privou o povo do sustento fundamental.

Seu objectivo? Prová-los. Em que consistia a prova? Deus que­ria testá-los para saber se o amavam mais do que tudo que deixaram para trás; se o desejavam mais do que às coisas do inundo; se teriam fome e sede de sua presença, e não dos prazeres e conforto do mundo!

A Motivação da Busca
Existem muitas pessoas descontentes na igreja; são pes­soas que perderam o primeiro amor. Muitos membros de nos­sas igrejas estão desviando-se e abandonando a fé. Querem o Senhor apenas por aquilo que Ele pode fazer por eles e não pelo que Ele é. Enquanto Deus lhes dá o que querem, sentem-se felizes e animados, mas na hora da provação os motivos de seu coração vêm á tona. Sempre que o foco for o indivíduo, vem a murmuração.
E a história é sempre a mesma: na hora em que enfren­tamos as dificuldades do deserto, achamos alguém em quem colocar a culpa. Geralmente acusa-se a liderança, a família e os amigos. Deus está colocando o prumo e medindo com seu cor­del o coração da Igreja. É tempo de buscarmos o Senhor para que sejamos encontrados fiéis!
NOSSO EXEMPLO
Hb 3:10 Por isso, me indignei contra essa geração e disse: Estes sempre erram no coração; eles também não conheceram os meus caminhos.
Sofremos sob o jugo de promessas não cum­pridas, até que o fardo fica tão pesado que mal conseguimos erguer a voz em oração.
Eis as principais razões que levaram o povo a de­sagradar a Deus:
O povo era ambicioso e inclinado ao mal.
O povo também era inclinado à idolatria.
Povo imoral que se prostituía constantemente.
Viviam murmurando e tentando o Senhor.
Essas áre­as de pecado mostram que havia um problema, ou uma raiz profunda a ser tratada na vida do povo.
A fonte do erro estava no coração deles, razão por que suas obras eram más! Se a pessoa tem o coração reto diante de Deus, tudo o que fizer se alinhará com a vontade dele. Se o coração não for reto, a pessoa fica aquém do chamamento divi­no. Seu alvo deve ser o de alcançar o prémio da soberana voca­ção de Deus, conhecendo-o melhor. Com um foco errado, acer­taremos o alvo errado.

OS CAMINHOS DE DEUS

Is 40:3 Voz do que clama no deserto: Preparai o caudilho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus.
O caminho de Deus passa pelo meio do deserto e é nele que seu caminho é preparado. É a estrada ou rodovia que leva à vida de exaltação; por esse caminho, descobrimos como Deus vive e pensa.
Deus não está buscando uma forma exterior de santidade; Ele quer ver uma mudança de coração…
Poucos andaram por essa estrada, no entanto, muitos estão sendo preparados por Deus para que andem nela.
E no deserto que o caminho do Senhor é preparado. Seu nome: Caminho Santo!
Uma das definições de santidade é "pureza de vida". Jesus disse: "Bem-aventurados os limpos de coração..." (Mt 5:8).
O caminho ou método para uma vida de santidade plena é o coração puro. O Senhor não retornará para uma Igreja impura e sem santidade. Ele virá ao encontro de uma Igreja sem manchas, rugas ou qualquer outra impureza. Muitos querem santificar-se observando regras e costumes e fracassam na vida cristã.
O deserto é crucial na vida de todo crente, pois é ali que Deus purifica os motivos e intenções do coração.

O FOGO PURIFICADOR
Ml 3:1-3 Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o Senhor dos Exércitos.
Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda? E quem poderá subsistir quando ele aparecer? Porque ele ê como o fogo do ourives e como a potassa dos lavandeiros. Assentar-se-á como derretedor e purificador de prata; purificará os fi­lhos de Levi e os refinará como ouro e como prata; eles trarão ao Senhor justas ofertas.
Reconheça que este é o tempo de Deus para você. Quan­do o fogo das tribulações lamberem sua vida, não fique zanga­do; Deus tem um propósito em tudo isso. Examine seu cora­ção, permitindo que Deus separe o precioso do vil. Tenha sem­pre em mente que o refinamento fortalece e melhora o que já é bom, afastando aquilo que enfraquece ou corrompe. Este tem­po de purificação deve ser saudado como algo bom, que fará de você um vaso de honra, apto para manifestar a glória de Deus.

ELEMENTOS UTILIZADOS NO REFINAMENTO
1 Pe 1:6, 7 "Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez. confirmado o valor da vossa, fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo".
Não é a unção que faz de uma pessoa um homem de Deus, e sim seu caráter.

As lutas e tentações levam ao refino ou à purificação. As angústias e aflições purificam nosso coração.
Nos últimos dias, sobrevirão tempos de angústia, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes...
É bom notar que a unção não é sinal da aprovação de Deus na vida de uma pessoa. Paulo exortou a Timóteo a que imitasse seu estilo de vida. Ele sabia que os frutos da vida de Timóteo seriam os elementos que levariam adiante a missão e a unção que Deus havia comissionado àquele jovem.

Gl 5:22, 23 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.
No deserto a pessoa é purificada e tem o seu caráter desenvolvido. Na fornalha da aflição e da perseguição é que o servo de Deus piedoso é forjado. Romanos 5:3, 4 diz: "E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança". Tais coisas forjam o homem de caráter.
Os ímpios prosperam e nós, não
Ml 3:16 Então, os que temiam ao Senhor falavam uns aos outros; o Senhor atentava e ouvia; havia um memorial escrito diante dele para os que temem ao Senhor e para os que se lembram do seu nome.
Qual é a reclamação das pessoas? Não adianta servir e obedecer ao Senhor; a gente obedece e nada dá certo. Afinal, estamos perdidos. Os ímpios prosperam e nós, não. Deus diz que esse tipo de reclamação soa aos seus ouvidos como palavras duras dirigidas contra ele. Para ser mais claro, pura murmuração!
Deus está atento, procurando ver quem apenas quer o benefício e quem o quer de coração. Você tem de decidir entre a bênção e o dono da bênção. Há uma diferença entre bênçãos e bênçãos verdadeiras. Algumas bênçãos não são duradouras, se seu coração não for correto.
Nossa herança não consiste de coisas terrenas ou de posições. Nossa herança é o próprio Senhor! Ezequiel 44:28 diz: "Os sacerdotes terão uma herança; eu sou a sua herança. Não lhes dareis possessão em Israel; eu sou a sua possessão" (grifo do autor). As pessoas hoje, até mesmo os crentes, visam apenas à herança material, deixando de olhar para a verdadeira herança nos céus. E claro que muitas coisas materiais nos são dadas por Deus, mas não podemos agir como a criança que está mais interessada no presente do papai do que na amizade dele. Tenho três filhos c tenho prazer em lhes dar presentes. Agora, ficaria triste se eles só me procurassem por causa dos presentes que lhes dou.

Tenho fome e sede da Palavra do Senhor

Lc 24:32 E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?
Essas  pessoas não estão à procura de posição, de reconhecimento ou de "coisas", são pessoas que querem conhecer ao Senhor; vivem consumidas pelo desejo de o conhecerem melhor. São pessoas que almejam as coisas do Espírito, e suspiram consigo mesmas: "Tudo o que quero é conhecer ao Senhor. Quero agradar-lhe. Tenho fome e sede da Palavra do Senhor. Amam a Jesus em primeiro lugar; não ao ministério. Não se importam se estão em pleno deserto ou pregando diante de milhares de pessoas.
O Senhor procura pessoas que, mesmo nas épocas de secura e em pleno deserto, sejam sinceras de coração. Ao encontrá-las, imediatamente o Senhor registra os seus nomes num memorial, pois o que desejam será concedido a elas.

Vingança ou lamentação?
Sl 35.11 Levantam-se testemunhas maliciosas; interrogam-me sobre coisas que eu ignoro.
Sl 35.12 Tornam-me o mal pelo bem, causando-me luto na alma.
Sl 35.13 Mas, quanto a mim, estando eles enfermos, vestia-me de cilício, humilhava-me com o jejum, e orava de cabeça sobre o peito.
Sl 35.14 Portava-me como o faria por meu amigo ou meu irmão; eu andava encurvado e lamentando-me, como quem chora por sua mãe.
Quem sabe você esteja bem no meio da fornalha. Aqueles que deveriam amar a você são os que mais querem fazer-lhe mal.
Qual sua reação? Defesa ou ataque? Vingança ou lamentação?
Você está disposto a deixar que Deus vingue por você?
Está disposto a ficar firme no amor de Deus?
A Deus pertence a vingança, não a nós! Como José, temos de vencer o mal com o bem.
Não se vingue com amargura, falta de perdão, falatórios vis, com lutas e divisões. Revista-se do amor de Deus, porque o amor cobre multidão de pecados!
Tenha coragem e ânimo, para resistir a todos os embates e tempestades do deserto.
Não se iluda: mesmo a estrada do bem está cheia de tropeços e dificuldades...
Continue, porém!
Não dê ouvidos às pedras colocadas pela inveja, pelo ciúme, pela intriga...
Marche de cabeça erguida, confiantemente, e vencerá todos os obstáculos da caminhada.
E, se for ferido, lembre-se de que as cicatrizes serão luzes que marcarão a sua vitória. Pois no deserto, Deus estará contigo! 

Fonte: Livro Vitória no Deserto - John Bevere
www.estudosgospel.com.br 
www.midiagospel.com.br
www.esbocosermao.com
www.rudecruz.com

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